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Bypass de WAF e Proteções: Técnicas que Usamos em Pentests

6 min de leitura
Bypass de WAF e Proteções: Técnicas que Usamos em Pentests

Muitas empresas acreditam que implementar um WAF resolve grande parte dos problemas de segurança de aplicações.

A lógica parece simples. Se existe uma camada filtrando requisições maliciosas, ataques como SQL Injection, XSS ou manipulação de parâmetros deveriam ser bloqueados automaticamente.

Na prática, o cenário é bem diferente.

WAFs funcionam principalmente com regras e assinaturas de ataques conhecidos. Eles são eficientes contra ataques triviais, mas podem falhar quando o atacante altera o formato da requisição, utiliza encoding diferente ou explora comportamentos específicos da aplicação.

É justamente nesse ponto que um pentest real começa a fazer diferença.

O que significa realmente bypassar um WAF

Quando falamos em bypass de WAF, não estamos necessariamente falando de explorar uma falha no próprio firewall de aplicação.

Na maioria das vezes, o bypass acontece porque o WAF e a aplicação interpretam a requisição de formas diferentes.

O WAF pode analisar uma requisição e considerar que ela é segura, enquanto o backend interpreta aquele mesmo conteúdo de outra maneira.

Essa diferença de interpretação abre espaço para que ataques passem pela camada de proteção.

Durante pentests reais, é comum encontrar situações como:

  • diferenças de parsing entre camadas
  • múltiplos formatos de encoding
  • parâmetros manipulados em diferentes partes da requisição
  • comportamentos específicos da aplicação

Explorar essas diferenças exige análise contextual do sistema. Ferramentas automatizadas raramente conseguem fazer isso com profundidade.

Técnicas comuns utilizadas para contornar proteções

Durante pentests, algumas técnicas aparecem com frequência quando o objetivo é contornar mecanismos de proteção como WAFs.

Uma delas é o uso de encoding alternativo. Muitos WAFs analisam payloads assumindo um formato específico, mas a aplicação pode decodificar a entrada de maneira diferente.

Um payload clássico pode ser bloqueado:

GET /product?id=1' OR '1'='1

Mas pequenas alterações no encoding podem permitir que ele passe pelo filtro:

GET /product?id=1%27%20OR%20%271%27=%271

Outra técnica comum é a fragmentação de payloads. Em vez de enviar o ataque completo em um único parâmetro, ele pode ser dividido em partes da requisição.

GET /search?q=' OR 1 HTTP/1.1
Cookie: session=abc; part=1=1--

Para o WAF pode parecer apenas texto dividido. Para o backend, isso pode acabar sendo interpretado como um único payload.

Também é comum explorar diferenças entre métodos HTTP. Algumas regras de proteção são mais rígidas em requisições GET do que em outros métodos.

GET /api/login?user=admin&pass=' OR '1'='1

Enquanto o mesmo payload pode passar quando enviado em outro método:

POST /api/login
Content-Type: application/json

{"user":"admin","pass":"' OR '1'='1"}

Outro vetor interessante envolve headers pouco monitorados que algumas aplicações utilizam internamente.

GET /profile HTTP/1.1
X-Original-URL: /admin

Dependendo da arquitetura, esse header pode alterar o caminho interpretado pelo backend, permitindo acessar recursos que normalmente estariam protegidos.

Esses exemplos mostram um ponto importante: bypass de WAF raramente depende de uma única técnica. Normalmente envolve entender como diferentes camadas da aplicação interpretam a requisição.

Onde scanners normalmente falham

Ferramentas de segurança são muito eficientes para identificar padrões conhecidos.

Elas conseguem encontrar rapidamente configurações inseguras, endpoints vulneráveis e falhas já catalogadas.

O problema é que bypass de proteção raramente segue um padrão fixo.

Ele depende de fatores como:

  • comportamento da aplicação
  • lógica de negócio
  • parsing de parâmetros
  • integrações internas
  • diferenças de interpretação entre camadas

Pentest real envolve observar esses comportamentos, testar hipóteses e adaptar ataques conforme o sistema reage. É uma atividade que exige raciocínio ofensivo.

Pentest AI-First

Para acelerar a fase inicial dos testes, a HackerSec utiliza uma metodologia chamada Pentest AI-First.

Nesse modelo, um agente de inteligência artificial executa rapidamente tarefas como reconhecimento técnico, enumeração de endpoints e testes iniciais de exploração, permitindo mapear superfícies de ataque com muito mais velocidade.

A HackerSec aplica essa metodologia utilizando também um agente de IA proprietário chamado Yaga, desenvolvido especificamente para apoiar operações de cibersegurança ofensiva.

A Yaga executa a primeira camada ofensiva do processo, enquanto especialistas da HackerSec aprofundam os ataques explorando cenários mais complexos, como bypass de proteções, exploração de lógica de negócio e encadeamento de vulnerabilidades.

Esse modelo combina velocidade operacional da inteligência artificial com raciocínio ofensivo humano, ampliando a capacidade real do pentest.

Por que WAF não substitui pentest

WAFs continuam sendo uma camada importante de proteção e ajudam a bloquear ataques triviais. Porém, confiar apenas em soluções de defesa cria uma falsa sensação de segurança.

Em diversos pentests conduzidos pela HackerSec, encontramos aplicações protegidas por WAFs comerciais que ainda assim eram exploráveis por meio de manipulação de requisições, encadeamento de vulnerabilidades ou exploração de lógica de negócio.

Isso acontece porque mecanismos defensivos são projetados para bloquear padrões conhecidos. Ataques reais frequentemente exploram comportamento da aplicação e diferenças de interpretação entre camadas, algo que dificilmente é coberto apenas por regras de proteção.

Nos dias atuais, não basta confiar cegamente em soluções defensivas. A forma mais eficaz de entender o nível real de segurança de uma aplicação é testá-la de forma ofensiva e contínua, simulando o comportamento de um atacante real.

Cibersegurança ofensiva contínua

Aplicações evoluem constantemente, novas funcionalidades são adicionadas e integrações ampliam a superfície de ataque. Por isso, segurança não pode ser tratada como uma verificação pontual.

A HackerSec é referência em cibersegurança ofensiva e atende grandes empresas oferecendo uma plataforma de testes ofensivos contínuos. Na plataforma, os clientes podem solicitar pentest sempre que necessário, de forma contínua, e todos os testes são conduzidos por especialistas de verdade. Cada vulnerabilidade reportada passa por validação técnica rigorosa, garantindo que apenas falhas reais sejam reportadas.

Para conhecer mais sobre a plataforma e entender como funciona essa abordagem de cibersegurança ofensiva contínua, acesse https://hackersec.com/.